Juntos Fazemos o Melhor Para o Reino de Deus?
Deus não nos chamou para caminharmos sozinhos. Em muitos momentos da vida, são justamente as pessoas que o Senhor coloca ao nosso lado que se tornam instrumentos de encorajamento, fortalecimento e auxílio para continuarmos avançando.
Quando enfrentamos desafios, lutas ou períodos de desgaste, podemos nos lembrar que o cuidado de Deus também se manifesta através da comunhão, da amizade cristã e do apoio mútuo. Hoje somos convidados a refletir sobre o valor daqueles que caminham conosco na obra do Senhor.
Versículo-Chave:
"...Os quais tem sido o meu consolo 4:11 saúda-vos Epafras, que é um de vós, servo de Deus, combatendo sempre por vós em orações, para que vós conserveis firmes, perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus.” Colossenses 4:12
Texto Básico:
Colossenses 4:7-18
Referências Bíblicas:
Colossenses 4:7; Salmo 23; Colossenses 4:7-11; Isaías 41:6; 1 Pedro 2:9-10; Salmos 1:2; Êxodo 17:11-13; Atos 18:2-3; Romanos 16:1-3; 1 Coríntios 3:6; 1 Pedro 2:11; Salmo 46:1; Salmo 19:14; Lucas 10:1
Reflexão:
Hoje na nossa Caminhada com Deus chegamos ao final do estudo de Colossenses e o nosso coração se alegra, pois iniciamos este dia conscientes de que fomos totalmente transformadas pelo poder extraordinário do Espírito Santo! O encerramento da carta aos Colossenses nos revela a beleza e a necessidade dos vínculos comunitários, confrontando-nos com uma pergunta vital para a nossa caminhada: juntos fazemos o melhor para o Reino de Deus? A resposta se confirma quando compreendemos que a nossa jornada ganha força, proteção e propósito quando compartilhamos a vida e o serviço com os nossos conservos no Senhor (Colossenses 4:7). Assim como o salmista encontrava o seu alento e a sua blindagem mental no cuidado e na segurança do bom Pastor (Salmo 23), nós também descobrimos que o refrigério do Pai muitas vezes nos alcança através do suporte dos amigos de fé. Fomos resgatadas para viver em comunidade, usando os nossos instrumentos diários para edificar o corpo de Cristo e cumprir o mandamento do amor coletivo.
O Reino de Deus não é um território para o isolamento ou para exibições de autossuficiência individual. Ao listar nominalmente cada um de seus cooperadores nos versículos finais, o apóstolo Paulo dá uma ênfase profunda de que o trabalho do Reino não se faz sozinho e mostra o quão vital é a cooperação de todas as partes (Colossenses 4:7-11). Essa união nos faz lembrar do que a Palavra profética declara: "Um ao outro ajudou, e ao seu companheiro disse: Esforça-te" (Isaías 41:6). É nessa comunhão, compartilhando a mesma fé e confiança, que o impossível se torna possível! No entanto, precisamos compreender que se não colocarmos esforço e dedicação na obra, o trabalho simplesmente não avança. É claro que Deus nos ajuda e nos capacita pelo Espírito Santo, mas Ele espera, de forma intencional, que cada uma de nós cumpra a sua missão com responsabilidade. Ao assumirmos a nossa identidade como cidadãos do Reino e sacerdotes reais (1 Pedro 2:9-10), nós abandonamos a inércia da "velha cama" e unimos as nossas forças, tendo prazer diário em meditar nas instruções de unidade (Salmos 1:2).
A vitória e o avanço do povo de Deus nas Escrituras nunca foram o resultado do esforço de um homem só, por mais espiritual que ele seja. No Antigo Testamento, a batalha de Israel contra os amalequitas ilustra essa verdade com extrema clareza, pois foi necessária a atitude intencional de Arão e Hur para sustentar as mãos vacilantes de Moisés e garantir o triunfo (Êxodo 17:11-13). No Novo Testamento, essa mesma dinâmica de cooperação mútua se consolida em toda a caminhada do apóstolo Paulo. Ele contou com o auxílio indispensável de um casal, Áquila e Priscila, com quem ficou hospedado e fabricou tendas, além de diversas mulheres piedosas que foram valiosas auxiliadoras no seu ministério (Atos 18:2-3 / Romanos 16:1-3). Essas histórias nos trazem à memória que a obra se faz em conjunto; a própria Palavra nos assegura que um planta, outro rega, mas é Deus quem dá o crescimento, e todos colhem os resultados de forma coletiva (1 Coríntios 3:6). Unir o apoio espiritual ao acolhimento técnico é lembrar aos nossos companheiros de jornada que a engrenagem do Reino só se move quando aceitamos cooperar uns com os outros.
A inteligência relacional e a construção de redes de apoio saudáveis são fundamentais para compreendermos que o Senhor nos restaura para a ação, tirando-nos definitivamente de toda inércia. Ficar prostrados na “velha cama” apenas esperando que os outros venham ao nosso socorro não é suficiente; a ciência do comportamento comprova que o isolamento e o vitimismo ativam os "padrões automáticos de desânimo" (1 Pedro 2:11), gerando um ciclo de estagnação. Sob o refrigério do Salmo 23, nós aprendemos que o nosso bom Pastor renova as nossas forças para que possamos rever as nossas capacidades e expectativas. O nosso Deus é o nosso auxílio e socorro bem presente na angústia (Salmo 46:1), mas o Seu agir visa nos levantar para que possamos prosseguir na caminhada e servir ao Reino com aquilo que Ele mesmo nos capacitou. Não marchamos sozinhos! Munidos da companhia do Espírito Santo, assumimos a responsabilidade de levar conosco aqueles que o Senhor coloca em nossas vidas para auxiliarmos, transformando o nosso falar e o meditar do nosso coração em canais práticos de bênção e cooperação (Salmo 19:14).
A pedagogia perfeita do companheirismo e da autoridade compartilhada foi estabelecida pelo próprio Jesus ao enviar os Seus discípulos para a missão (Lucas 10:1). O Mestre não designou ninguém para marchar sozinho no "Ide"; Ele os enviou de dois em dois, garantindo que houvesse não apenas proteção e companhia pelos caminhos difíceis, mas sabendo que a autoridade de dois caminhando em unidade é infinitamente maior. Jesus nos ensina que o avanço do Evangelho exige desprendimento, esforço e espírito coletivo. Quando desviamos o olhar do alto e tentamos carregar os pesos da vida de forma isolada, a "cama velha" do esgotamento tenta nos capturar novamente, mas quando caminhamos em unidade para fazer o melhor, somos imbatíveis. Não permitamos que o desânimo nos isole; usemo-nos dos nossos instrumentos, mantenhamos os olhos no Mestre e avancemos juntos, pois “a Alegria do Senhor é a nossa força.”
Oração:
Senhor Deus que nós aprendamos com Sua pedagogia perfeita de Jesus que juntos podemos servir melhor. Porque precisamos uns dos outros sempre na Sua causa. Que contemos dia a dia com a companhia do Espírito Santo para avançarmos na obra do Seu Reino. Em nome de Jesus. Amém
Autora:
Eunice Lisboa Solyom
Bíblia Sagrada:
Almeida Corrigida, Revisada e Atualizada
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